Cultura
O Brasil atual atravessa uma enorme crise, onde a defasagem cultural impera a ponto de não mais reconhecermos a nossa identidade e, de forma lógica, deixamos de valorizar e compreender a nossa importância social e o que podemos realizar na busca de uma perspectiva favorável de futuro, trilhando por caminhos seguros de bases sólidas.
Cultura é a raiz, a história de um povo e história não é conceitualmente diferente senão conhecer o passado para que se possa compreender o presente e projetar um futuro melhor norteado com o que se tem conhecimento. Um povo sem história, sem passado, reverte-se numa sociedade frágil, enfraquecida na sua base e a deriva para qualquer rumo que os caminhos direcionem. Podemos comparar essas raízes a uma plantação de hortaliças e outra de umbuzeiro.
As hortaliças por serem de raízes frágeis e curtas são facilmente retiradas da sua terra, enquanto o umbuzeiro pela sua robustez faz com que nenhum homem dotado de sã consciência almeje retirá-lo do solo com as próprias mãos como faria no caso da hortaliça. Essa comparação simplória representa com exatidão a importância da cultura para um povo. Sem cultura, sem historia, nada passamos do que uma hortaliça indefesa, porém, como umbuzeiros somos fortes e valentes, resistindo a todos os impropérios que o meio nos impõe.
O que observamos no Brasil atual é nada menos do que uma intencionalidade de descaracterizar a nossa cultura a fim de que perdidos, tornemos presas frágeis para servirmos de refém a ideologias escusas e perversas no que paira como idéia principal o enriquecimento através da exploração da miséria cultural de uma sociedade. De maneira fácil, podemos observar com olhos reflexivos o que vem acontecendo com a nossa musica, as nossas festas, as nossas datas, os nossos símbolos. Nada mais existe em valor senão tornar tudo comercial e transformar todo evento num grande grito de carnaval onde através de uma musica frenética que nada quer falar de produtivo nas suas letras, apenas nos deixe como herança algumas bolhas nos pés e compromissos financeiros quando no final desta retornamos ao nosso lar. Tudo hoje que lembre nossa raiz se transformou num algo desnecessário, sem absoluta importância, inclusive, sendo alvo de criticas chulas e comentários de como eram bobos nossos antepassados por darem valor à tamanha futilidade, sem saber, porém, que futilidade é justamente essa maneira de pensar e se comportar, pois nada mais se faz neste momento que entregar-se a um sistema de ideologias torpe que motiva justamente esse procedimento. Empobrecer o povo de conhecimentos é a palavra de ordem para que se impere a máxima de concentração cada vez mais apurada de membros da elite em detrimento a toda uma sociedade que indefesa apenas assiste a tudo com olhos de um menino bobo a olhar um doce.
Petrônio Alves Junio.
Fonte: portalcoroneljoaosa.com.br